Dia de celebrar o amor

Fui convidada para celebrar o “tal do amor”.

Era dia de celebrar o dia dele… Era o dia da Pri e do Rafa.

… Dia de deixar a preguiça de lado, sair da cama, abandonar o tênis e calçar sapatos de salto… Meias finas e todos os apetrechos necessários para uma cerimônia de casamento… Dia de maquiar-me.

Mas era o dia da Pri e do Rafa…

Confesso… Senti-me envergonhada algumas vezes pelos olhares. Mas tínhamos a noiva, que estava divina… E o dia era dela e do Rafa; não meu.

Eu era mera coadjuvante.

Havia me esquecido a última vez em que estive presente em uma cerimônia de casamento… Também, as pessoas amam ou dizem que, de maneira tão estranha, que tornou se extremamente difícil acreditar e partilhar.

Ainda assim… Ao modo deles, a Pri aceitou o pedido do Rafa e nós que os conhecemos, torcemos para que seja eterno. Ou enquanto houver o tal do amor… A tal da cumplicidade… O enigmatismo… A tolerância e a vontade de começar novamente, todos os dias, o tempo todo, ao lado um do outro.

Fui celebrar o tal do amor, porque soube que o Rafa lembra-se perfeitamente de cada detalhe da roupa que a Pri usava em um sábado, no ano de 2009… Dia em que a viu pela primeira vez…

Fui celebrar o tal do amor, porque no dia seguinte, domingo, eles conversaram pela primeira vez. Ela fez lhe um convite e ele, como ela me contou, foi um tanto quanto indelicado, diria até que grosseiro e não aceitou. Ela estava com 17 e não se lembrava bem se ele tinha 20 ou 21. Mas isto era só um detalhe.

… Soube, que ele a adicionou no orkut na época, mas ela que é completamente desconectada, não viu; até que alguém lhe falou… Por isto, fui celebrar o amor.

E como ela não viu… Quando se encontraram na semana seguinte, mesmo ela estando com a avó, ele perguntou lhe como faria para se falarem. Ela respondeu que poderia ser por sms. Ele mais que depressa, se prontificou a comprar um chip da mesma operadora para que pudessem se comunicar.

… Logo, entre burburinhos, soube-se que ele falava dela para outras pessoas.

Alguém se dispôs a marcar um jantar, aonde por fim, os dois poderiam se encontrar; mas aí… O tal do destino entrou na brincadeira. A Pri resolveu cair e quebrar o joelho.

Resultado?!

Um mês de molho.

Contudo, não contávamos com a persistência do Rafa… Ele não desistiu e acho que talvez, jamais tenha cogitado esta hipótese.

Entre conversas e mais conversas…

… Soube, que ela o enchia de patadas; e pensava: “agora ele me deixará em paz”… Mas ele permaneceu impassível… Fez lhe inúmeros convites e esperou que ela se recuperasse para enfim, aceitar um convite seu.

Antes, ele perguntou a ela, o que ela esperava. Ela respondeu a ele, que esperava pela pessoa certa. Ele disse a ela, que esta pessoa havia chegado.

Mal sabia ele que o convite havia sido aceito, porque ela estava com raiva de outro cara.

Entretanto, isto não impediu que eles começassem a namorar.

Namoro este, que após dois anos e meio, declinou se.

Ela, por várias vezes, tentou e tentou… E ele a rejeitou.

Depois, o jogo virou… Ele tentou, tentou… E mesmo ela resistindo durante um tempo… Não resistiu.

Ficaram seis meses separados.

Depois de um ano, decidiram comprar um lar que seria chamado por eles, de “nosso”.

Assim sendo, não se esperava nada diferente… Cinco anos de namoro, uma life, um restaurante japonês e uma aliança, concretizaram o pedido de casamento.

… Entre brigas, términos, desentendimentos e conversas, ou melhor, ajustes, fui a um casamento lindo.

Era notável a felicidade dos dois… A completude.

Na verdade, de tudo, o que mais gostei foi de “sugar”… Olhos cheios de lágrimas… E não contente, ainda teve “Happy”… Quase me fizeram chorar, mas como menina que eu estava naquele dia, havia esquecido o lenço e não queria borrar a maquiagem… Ainda tínhamos um jantar. =)

Pri e Rafa… Obrigada pelo convite.

…. Obrigada por fazerem com que eu me sentisse tão especial… Por fazerem-se e serem especiais; e pelo amor de vocês, terem me dado tanta alegria, paz e esperança.

… Felicidade é só o que lhes desejo… E amor.

Que ele seja celebrado sempre!!!!

OBS: obrigada por permitirem que a história de vocês se tornasse um texto meu… Ah, e o bolo até que está bom. 😉 rs

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
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