Dia Internacional da Mulher – 08 de março

Tudo começou em 8 de março de 1857.

Alguns acreditam tratar-se de uma data como qualquer outra ou puro ato de feminismo… Mas é muito mais do que isto.

Estas mulheres adquiriram o direito de serem homenageadas nesta data por terem sido agredidas, trancafiadas e ter o local no qual estavam incendiado por mera repressão.

Mulheres de chão de fábrica; operárias de uma fábrica de tecidos situada ao norte de Nova York, que realizavam uma grande greve, reivindicando, provavelmente por direito e merecimento, melhores condições de trabalho, redução da carga diária que eram de 16 para 10 horas, equiparação de salários com o dos homens (mulheres estas que chegavam a receber 1/3 do salário destes pelo mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente no qual passavam tantas de suas horas.

Foram reprimidas com violência… E devido ao incêndio, cento e trinta destas tecelãs morreram carbonizadas.

Há contradições sobre a verdadeira história não ter ocorrido em 1857; dizem que poderia ter ocorrido em outro momento qualquer ou um ano após a proposta da criação da data, em um incêndio na fábrica de Triangle Shirtwaist também em NY, em 25 de março de 1911, onde teriam morrido 146 pessoas, sendo 125 delas mulheres.

Verdade ou não referente ao modo como aconteceu o incidente, o que importa é que de fato ele ocorreu. E a ideia de criação do Dia da Mulher surgiu no século XX, nos EUA e na Europa em decorrência das lutas por condições mais adequadas de vida e trabalho, bem como também pelo direito ao voto.

De lá para cá, como presenciamos todos os dias, as coisas melhoraram um pouco, mas ainda existem mulheres aos montes sendo reprimidas por seus chamados parceiros, ofendidas verbalmente, agredidas fisicamente, tratadas com desprezo, preconceito e hostilizadas o tempo todo; seja em seus ambientes de trabalho, nas ruas por suas vestes, no transporte público, por seus corpos fora do padrão, por não seguirem certo biotipo ou por sua cor. Outras por serem dependentes ou independentes demais ou simplesmente pela sua submissão, inteligência ou autossuficiência.

Muitas de nós, tornamo-nos mulheres de opinião… E independentemente do papel que representemos fora do ambiente convencional,  hoje podemos disputar qualquer vaga com os homens por igual. E mais do que isso… A época de ser Amélia (que me perdoe uma tia com este nome), ficou para trás…

… Mas ainda somos mulheres… E podemos até gostar de futebol, fórmula 1 e UFC, mas somos frágeis.

Somos mulheres… E queremos ser tratadas como tal. Ainda queremos que vocês homens nos cortejem, nos convide para um primeiro encontro e se comportem muito bem, ao menos para causar uma primeira boa impressão; paguem a conta, abram a porta do carro, nos conduzam pelo lado do canto da calçada, pois não estamos à venda, nos deem flores sem que aja uma data específica e além de tudo isto, nos tratem com respeito.

… Queremos e merecemos ser respeitadas.

No fim das contas, esta homenagem é mais do que justa!!!!

Mulheres… Feliz dia!

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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