Hateen – Pocket Show

A mais ou menos um mês atrás, fui ao meu primeiro Pocket Show.

Na verdade, tratando-se do Hateen, acho que não era bem o primeiro; talvez tenha sido o primeiro a que fui com o nome propriamente dito.

Os shows do Hateen costumam ter uma coisa meio intimista. Geralmente, as pessoas que comparecem aos shows da banda, é quem acompanha o dia a dia dela, ainda que não seja necessária a sua aparição em canais de televisão e estações de rádio. Os caras já tem o seu público formado, apesar de não fazerem parte do cenário musical atual (que ao meu ver é doloroso); e acho que nunca fizeram e menos ainda que façam questão disto…

… Pelo contrário.

Os conheci mais ou menos em 2007, quando participaram do projeto “MTV ao Vivo – 5 Bandas de Rock” que inclusive, fez com que eu conhecesse também uma das minhas maiores paixões, o “Forfun (atual Braza).”

E deste dia em diante, os trago sempre comigo… Levo suas canções no celular e os acompanho através do instragam e vez ou outra facebook.

Contudo, nem sempre foi assim… A banda foi formada em 1994, e tinha entre os seus integrantes o baterista Ricardo Japinha (com quem tenho algumas histórias) do também CPM 22 e entre novas formações, hoje a banda já conta com sete álbuns (inclusive com músicas em inglês).

Em 2007, com o primeiro álbum em português, a banda estourou nas rádios da cidade, em canais de televisão e teve uma de suas músicas como a mais tocada em todos os meios de comunicação, o que os levou também a ganhar vários prêmios.

Entretanto, entre idas e vindas, dissoluções e novas formações, mudança de gravadoras e trabalho de forma independente, a banda ficou cinco anos sem gravar um álbum e hoje, após se darem uma nova chance, toparam uma parceria com a Hearts Bleed Blue e lançaram o seu novo álbum.

Um destes eventos de lançamentos, que foi ao qual compareci e aonde ocorreu o Pocket Show, houve algo totalmente novo.

A banda/gravadora, quando divulgaram o evento, estabeleceram que o público máximo seria de apenas cinquenta pessoas.

Ao ver o anúncio do evento, percebi que seria em uma sexta feira, em um horário flexível e fiz o convite a uma amiga, que aceitou de prontidão e no mesmo instante, comprou os ingressos.

Passaram-se algumas semanas e apenas no dia, nos atentamos ao endereço e local.

O evento ocorreria na Rua Vergueiro, próximo à estação Ana Rosa do metrô, mas não havíamos nos dado conta de que o endereço apontava para um conjunto comercial.

Sim…

Ocorreria dentro do escritório da gravadora dos caras… Um apartamento de talvez uns 35/40 metros; não sei bem, porque não sou muito boa com relação a espaços, mas era nítido que havia uma sala, uma cozinha e um banheiro.

… E aquilo era o máximo. Totalmente fora do padrão… Como eu!!!

O show foi uma delícia… Como era de se esperar; rodeado por adultos e crianças. Haviam famílias, filhos, amigos e fãs.

O inesperado foi sentir o local tão rodeado de gratidão… E esperança; brotando de nós para eles e d’eles para nós.

O repertório foi curtinho, com direito a Foo Figthers, Danger Drive, Você Não Pode Desistir, Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui, 1997; mas pudemos cantar, sentir os olhos lacrimejados, rir e como sempre, nos divertir… E perceber que quando se faz o que se ama, da maneira que eles fazem, a vida pode valer a pena.

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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