Nextel – Capítulo de hoje: rótulos

Dentre todas as coisas que não gosto, existe uma que ainda gosto menos e se chama rótulo.

Quer me deixar puta… Mesmo… É falar de mim. Falar sem me conhecer ou por achar que conhece o suficiente e falar pelas minhas costas.

Alguns dizem que faço charme… Dizem que fico de frescurinha… Mas eu não preciso disso. Preciso menos ainda que sinta pena ou dó de mim… Eu não preciso da piedade de ninguém.

E provavelmente, a única coisa que posso sentir por estas pessoas é indiferença.

Rótulos… É disto que vamos falar hoje.

E esta é a intenção da Nextel… Desrotular… Seja a pessoa quem for.

Eu acho mais do que bacana as campanhas feitas por ela e a maneira clara e direta como os assuntos são abordados de forma singela.

Muitos deles são impactantes; mas com certeza, o que está no ar neste exato momento, com o Bruno Gagliasso, é um dos mais interessantes.

Vejam bem… Adotar uma criança por modinha?

Para mim modinha é todo mundo andar vestido igual e topar qualquer brincadeira ridícula que normalmente vira febre no facebook.

Modinha, é todo mundo andar com o cabelo platinado ou com luzes, com o corpo de barbie e perna de panicat; além da sandália gladiadora e das calças flare de bandagem.

Modinha é ter Golden Retrievier, Lhasa Apso, Shih-Tzu, Boston Terrier e Yorkshire.

Modinha é ter Iphone S6.

Modinha é não ter autenticidade ou singularidade, como a maioria da humanidade.

O que ele e a esposa fizeram, está relacionado ao “tal do amor”… Eu acho.

Entretanto, se também não se tratar, é uma questão que eles terão que resolver seja com quem for que mande no universo… Isto é o que menos importa… E isto é um problema deles.

Não é meu… Não é seu… É deles.

Ponto.

A pergunta é: e por que deveria ser uma criança do Brasil?

Tem crianças necessitadas no mundo todo… Todo… Camboja, Africa, Malásia, Asia, Afeganistão, Índia… Que diferença ou importância isto tem?

Eles poderiam até ter escolhido um animal ao invés de uma criança e dito isto em rede nacional… O problema ainda seria deles.

O mérito, também.

O problema ou a questão, é que ao invés de procurar melhorar o mundo, está todo mundo desocupado demais cuidando da vida alheia… É muito lero lero, blá blá blá e conversa fiada; seja em grupos de whatsapp, facebook ou em portões.

Isto, mais do que um ato de amor, carinho e respeito mútuo com o próximo, foi um ato de coragem.

Pois é… Ato de coragem do Gagliasso e da Giovanna. Eles passaram por muitos julgamentos e provavelmente sabem disto… E se compraram esta briga é porque estão dispostos a irem até o fim.

O preconceito começou no momento em que as pessoas colocaram os olhos na pequena que não tem noção do que está acontecendo, mas percebe-se o quanto está feliz por ter uma família.

As pessoas não entendem que ninguém pediu para nascer negro. Isto não é uma escolha. É uma coisa que tem que ser e pronto…

Como nascer no Iraque, como nascer deficiente, como ter sido escravo.

Nem sempre se tem opção.

O importante é que tem pessoas que ainda se importam… E preferem agir com o coração.

Estes dois que falei acima, não foram os primeiros e não serão os últimos a agir assim.

Entre muitos exemplos nós temos Astrid Fontenelle, Sandra Bullock, Charlize Theron, Madonna, Angelina Jolie, Mary-Louise Parker, Drica Moraes, Steven Spielberg, Kristin Davis, Tom Cruise e Nicole Kidman, Jane Fonda, Mariska Hargitay, Michele Pfeiffer, Hugh Jackman, Marcelo Antony e Mônica Torres, Paulo Borges.

Mas não se trata apenas de pais brancos com filhos negros… Temos também o inverso.

O jogador de futebol americano Demarcus Ware e sua esposa Taniqua são um deles, ambos negros, adotaram uma menina branca, Marley. Temos Lionel Richie, pai da socialite Nicole Richie.

Exemplos, sejam eles quais forem e como for, não faltam… E é aí que está a questão.

Não importa como, o importante é que seja feito… Que está sendo feito.

Como ele disse… Rótulos não definem o que é ser pai…

… Rótulos, não definem ninguém!!!

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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