O mundo muda, mas o pensamento de algumas pessoas não

Estes dias deparei-me com uma frase de Deepak Chopra que dizia:

“O que a maioria de nós leva para o relacionamento não é a plenitude, mas a carência. A carência implica uma ausência dentro de si… A carência é uma força poderosa, capaz de criar ilusões poderosas. Ninguém pode realmente entrar dentro de você e substituir a peça que está faltando”.

Acho que ele foi bem claro e não é necessário nenhum outro comentário.

Digo isto, não apenas pelo que costumamos ver diariamente; uma quantidade de pessoas, diga-se de passagem, desesperadas à procura de alguém que os complete, como panelas ou pares de sapatos… Como se ninguém pudesse viver sozinho ou fosse morrer por este motivo.

… Não; ninguém morre por viver, sobreviver sozinho, e digo no sentido mais literal possível.

A vida nada mais é do que um equilibrar-se, encontrar a paz, realizar-se profissionalmente e ser feliz… Mas isto não quer dizer que você necessite de alguém para que isto aconteça.

Não mesmo.

De uns tempos para cá, algumas sementinhas em mim foram semeadas, irrigadas e algumas novas ideias começaram a brotar.

Resolvi rumar em outros caminhos e comecei a fazer algo que jamais imaginaria na vida.

Comecei a viver novas experiências, que devo confessar como surpreendentes… E no meio do caminho existem pessoas, homens e mulheres, de todas as idades, credos e costumes, com as quais passei a viver diariamente e por hora, assim será.

No meio destas pessoas, existem algumas de outras nacionalidades, que largaram seus países e famílias para arriscar uma vida melhor… Arriscaram-se para viver um grande amor; pessoas com as quais estou gostando muito de viver, adquirindo um grande carinho e aprendendo.

E dia destes, um deles, em uma de tantas conversas aleatórias que costumamos ter, indagou-me sobre a minha vida pessoal… E a reação dele ante minhas respostas me pasmou.

As perguntas foram basicamente as rotineiras:

– Se eu tinha filhos: não.

– Se era casada: não.

– Se tinha namorado: não.

Expliquei-lhe que ainda tinha diversas coisas para concluir, concretizar, projetos e quem saberia depois disto?!

E finalizei dizendo que se acontecesse de não casar ou não ter filhos, que eu não morreria, porque não é o fim do mundo estar ou ficar só, e que não haveria problema nenhum nisto.

E ele se surpreendeu… Muito… Fez cara de pânico… Mas peraí… Por quê?!

Ah gente… Para o mundo que eu quero descer, por favor… rs

Percebi que será necessário gritar ao mundo e dizer:

– Ei… Eu ficarei bem. Não tenho que fazer as mesmas escolhas que os outros. As escolhas dos outros não devem ser as mesmas que as minhas.

Era na época da minha mãe, ou antes, que ficar grávida sem marido era vergonhoso, que ser homossexual era um tabu, que beijar alguém por uma noite e não o encontrar nunca mais era algo fora do comum e que ficar sozinha para sempre era sinônimo de ser encalhada.

As coisas mudaram… Sim, mudaram muito e devíamos nos sentir felizes pelo fato do outro ser feliz da maneira que escolher.

Cada qual com a sua escolha.

Eu digo e repito… É sempre melhor ficar só do que tentar encaixar uma peça que não serve para o quebra-cabeça.

Eu estou bem…

… E tenho o mundo inteiro para mim… O que mais eu poderia querer?!

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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