O prazer de uma partida de futebol

Primeira vez na Arena Corinthians… Segunda vez em um jogo do Corinthians… O primeiro deixou um gostinho amargo…

Final de campeonato.

Copa do Brasil.

Estádio Cícero Pompeu de Toledo – Morumbi.

Partida decisiva contra o Grêmio.

Jogo de ida, 2 a 2.

Jogo de volta, 3 a 1 para o Grêmio que se sagrou campeão.

Passaram-se quatorze anos… E tive o prazer de rememorar algumas das sensações presenciadas naquele 17/06/2001.

A cabeça fervilhava informações, pensando no que dizem por aí sobre não se tornar Corintiano e sim nascer… E em como isto faz todo o sentido.

Cresci em uma família de corintianos.

Tinha um em especial que me lembro com saudades… Meu avô…

Ele era louco pelo Corinthians… As vitórias o levavam a êxtase e as derrotas deixavam-lhe ressentido. Lembro-me de ouvi-lo dizer bravo: “time burro; jogador ruim; não acredito no que este cara fez”. Era o tal do “amor”.

E acho que absorvi um pouco dessa essência.

Então… Fui ao jogo. Meu segundo.

O dia que antecipou a ida me deixou com dor de barriga… Pensava o tempo todo que o Corinthians não poderia de maneira alguma perder esta partida e torcia para que todo o resto também desse certo.

O jogo foi contra o Cruzeiro, que vinha de uma derrota na semana para o Palmeiras, mas que enfrentaria um time também derrotado pelo Santos, ambos disputando vagas pela Copa do Brasil. Mas parecia que nesta disputa, o Corinthians levaria a pior, pois tínhamos perdido um jogador importantíssimo na semana e que vinha fazendo a diferença nos últimos jogos.

Ferrou… Nosso querido técnico Tite teria que improvisar… Eu estava-me… Corroendo de medo!!!

Ir a uma partida de futebol é uma mistura de sentimentos inconstantes… Felicidade, alegria, ansiedade, angústia… Acordei no meio da noite, me perdi em milhares de pensamentos e no dia, mal consegui me alimentar.

… Hora de ir…

Chegamos ao estádio e todo o entorno estava lotado… Gente que não acabava mais e para todos os lados.

Ao entrar no estádio, nos dois segundos seguintes, presenciamos um gol… O primeiro… Muita comemoração. Coração a mil… Gritaria, pulos e abraços… Ah felicidade…

… A dor de barriga e todas as sensações ruins que antecederam a partida, haviam se dissipado… O mundo lá fora, havia sido esquecido e a única coisa e momento existentes, eram aqueles.

Diferentemente da primeira vez, em que ao único gol presenciado, eu não sabia se deveria comemorar, gritar ou chorar, desta vez a sensação foi de satisfação.

Desta vez pude observar tudo ao meu redor e participar com afinco do que estava acontecendo ali.

Não importando o setor que se esteja, a comemoração se expande à torcida inteira. Todos entoam as músicas, participam da “ola” e não deixam um segundo sequer sem que aquele jogador saiba da magnitude que tem ao fazer uma bela jogada; Elas são sempre recebidas com aplausos.

E achei isto de uma importância tamanha.

Ouvi também muitos xingos ao juiz e palavrões a mil; faz parte.

Entretanto, nada importava… Só o jogo.

… E foi incrível!!!

O Corinthians fez uma bela partida;  o Cruzeiro tentou diversas vezes, nos assustou algumas, mas não teve êxito. Nem com o nosso ex jogador Willian, escalado no segundo tempo.

Comemoramos três vezes… Sorrimos, pulamos e nos felicitamos outras tantas…

A sensação de ir ao estádio, ver o time do nosso coração e comemorar junto com eles e toda a torcida, que era praticamente única neste dia, não tem preço.

Sensação ímpar.

E mesmo que você não torça para time algum, recomendaria que fosse… Ao menos uma vez; nem que seja um jogo pequeno… Mas vá. Se entregue àquilo, àquele momento e aproveite.

É recompensador.

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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