Spirit: O Corcel Indomável

Desenho de 2002, pelo qual sou perdidamente apaixonada e vejo meu reflexão… All the time… Vejo-me.

Enquanto pensava no que colocar no papel, relembrava de várias passagens do desenho e do que a vida e a historia tinham, ou melhor, têm em comum.

O Spirit preza pela liberdade.

Liberdade esta que nunca tivemos. No fundo, no fundo, vivemos presos a paradigmas e a muitos de nós falta caráter. Nos falta coragem.

Lembrei-me até de uma música de uma das minhas bandas preferidas que  diz: “a propaganda te escraviza, num emprego das 09h00min às 18h00min; te vende a prazo uma vida que você nunca vai ter”.

Pois é…

Hoje não existem mais açoites, chicotes, masmorras, mas existe um monte de outras coisas. A diferença é que pintaram os quadros com cores diferentes, e nós, passamos a acreditar que tudo havia mudado.

Pouco mudou… Ainda somos escravos; do trabalho, da rotina, das obrigações diárias.

Sempre me pergunto quem inventou a história de que seria necessário ter uma carreira?! Fazer faculdade?! Casar, filhos, casa?!

E eu, que só queria me tornar mochileira ou poderia ser também andarilha, hippie… Sei lá. Só desejava ser livre.

Entretanto, me deram uma lista de obrigações e afazeres… Deram-me a vida.

Aí aí.

Bom, voltando à história do Spirit, ele é um Mustang, lindo.

Aliás, cavalos são lindos e eu que nunca montei em um, mas pensei em fazê-lo algumas vezes, sempre me pego sendo repreendida pelo meu lado racional de que cavalos não foram feitos para serem montados. Acho de uma judiação sem tamanho.

Então, vem o Spirit, que não suporta a ideia de ser montado, e não se permite sob-hipótese alguma.

E não se permite também ser domado… E resiste bravamente a este tratamento, mesmo sendo castigado.

A verdade é que se permitiu ser capturado para proteger sua mãe e o rebanho do qual era líder.

Ele, que só conhecia o lado bom da vida e nem humanos conhecia e teve esse desprazer, se viu perdido e a única vontade que sentia a todo o momento enquanto este preso, era de ter sua liberdade de volta; de poder retornar para o seu lar.

Percebem-se várias vezes no filme, sempre que uma gaivota sobrevoa o céu, a maneira como ele a observa; a saudade que sentia de ser livre e do quanto desejava aquilo… De novo… Provavelmente, para sempre.

Contudo, em sua primeira fuga, quando é ajudado por um índio e vice-versa, ele conhece a bela e linda égua “Chuva”… Apresentou-se então o “tal do amor” e o arrebatou. E pela primeira vez, ele se vê dividido entre sua liberdade e a volta para casa e o seu amor.

História fascinante, encantadora e linda (eu sei, já disse isso antes; mas…), como normalmente são os desenhos e principalmente as histórias que envolvem sonhos, amizades e amor.

… Ah Liberdade!!!

Um brinde a ela. 😉

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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