Tremenda sorte

Existe uma infinidade de coisas que não entendo ou não compreendo… A verdade, é que eu também ultimamente não sei bem.

Entretanto, existe um ditado e uma palavra que tenho usado com frequência que se chama tempo.

Alguns dizem que o tempo não cura nada, que ele apenas tira o incurável do centro das atenções (Martha Medeiros); outros dizem que ele é o melhor remédio e nada como deixá-lo passar, que ele é a melhor resposta… Como o silêncio.

Dizem também que tudo depende da importância que se dá…

Pois é…

Talvez o tempo seja necessário, independente do quanto dure, para clarear as ideias; e é aí que a frase do Dalai Lama se encaixa como uma luva.

… Às vezes não ter o que se quer é uma tremenda sorte…

E não é que é?!

Estes dias, voltando para casa, com a cabeça cheia de pensamentos turbulentos, como sempre, me peguei dizendo a mim mesma que bastava.

Para ser mais clara, começarei do começo.

Tive menos paixões a vida inteira do que a quantidade de dedos que tenho em uma das mãos.

E foi cada qual à sua maneira, vivida e sentida intensamente de acordo com o momento.

O espaço entre uma e outra foram de oito, quatro, três e seis anos… Os affairs que ocorreram no caminho foram só isso e não contam.

A questão é que muitas vezes desejamos tanto uma coisa ou alguém, que não somos capazes de perceber o quanto isto não nos cabe.

O problema é que às vezes eu erro o caminho, mesmo a todo custo tentando evitá-lo; e não por não querer percorrê-lo, mas porque o melhor é sempre não fazê-lo.

Então me recordei dos meus quinze anos e de ter dito ao rapaz da época que um dia ainda casaríamos…

Lembro-me disto com uma enorme vontade de gargalhar e me sentindo um pouco ridícula também.

Como assim…???

Dizem que a gente não sabe o que diz… É.

Deus sabe o que faz (apesar de todas as minhas descrenças)… Hoje o Rodrigo não se parece nem de longe com algo que eu desejaria… Na verdade não temos nada a ver… Somos completamente diferentes, pertencemos a mundos distintos e seguimos por caminhos opostos… Amém!!!

Sinceramente, não vejo como poderia ter dado certo, por mais que naquela época, aquilo parecesse fazer sentido.

Então, me aparece a segunda paixão… Desde julho, quando fiz aniversário, tem andando atrás de mim como um cachorro (me perdoem estes) e tenho me sentido como carne em vitrine de açougue. Um dia desses citou a palavra recomeçar… E ao perceber que não fui lá muito receptiva,  deu uns passos para trás.

Admito que nestes quatorze anos, desde que nos conhecemos e em algumas vezes (poucas) das quais nos falamos, cheguei a pensar em “por que não?”.

Todavia, fazendo das palavras dele as minhas, não se esquece uma pessoa até que se termine uma história… Acho que ele esqueceu que “nós” a finalizamos a dez anos atrás, quando esclarecemos o que havia ficado nebuloso nos anos que antecederam a conversa.

… Usando ainda as palavras ditas por ele, o nosso ciclo havia se fechado. E foi exatamente esta a palavra que voltei a usar depois de tanto tempo. O relembrei de suas palavras e ele emudeceu… Ficou sem jeito, mas continua me rondando e eu… Rindo… Mas está começando a perder a graça.

Como diz o texto “Vai sorrir por aí e me larga (Priscila Nicolielo – Entenda os homens): Não me interessa por que bares você tem andado. Pega sua trouxa, a próxima trouxa e vai passear. Bate a porta, tranca a porta e joga a chave onde você quiser. Eu não vou perguntar. Não me interessa.”

A verdade é que eu não sirvo para ele… Eu não sou para ele… Ele não é para mim.

Infelizmente, o tempo é o único capaz de nos fazer enxergar o quanto não nos encaixamos naquilo ou aquilo não se encaixa em nós.

Tipo quebra cabeça, sabe?!

A peça tem que ser perfeita… E falo da peça, não da pessoa.

Aprendemos que preferimos caçadores a príncipes, mas nem por isto devemos aceitar os sapos.

Fui traída pelos meus sentimentos que desejaram a todo custo que eu fizesse escolhas inadequadas, mas brindada pela vida que mesmo não tendo feito sentido a quatorze anos atrás, fez por mim as melhores escolhas.

Citando o eterno Charlie Brown Jr.: “o mundo dá várias voltas…”

Cara… Se liga!!!

… Você não é opção… Minhas decisões não mudarão.

Vire o disco, troque a música, siga em frente.

E seja grato por ainda lhe desejar boa sorte.

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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