Você e eu…

E então, ao voltar do toalete, eu os vejo conversando.

Ela com a mão em seu ombro em um papo descontraído, enquanto você distraído, ria sobre algo que ela lhe dizia ou sobre algo que conversavam.

Você me olhou, sorriu; eu sem jeito e baqueada, dei lhe um sorriso pequeno e voltei para o lugar onde estava.

Sentei-me.

Olhei para o céu… Lindo, estrelado, lua cheia e tive vontade de correr.

Fugir… Está ideia me parecia tão fácil.

Aquele não era o meu lugar, eu não deveria estar ali.

Não sei se por remorso ou pena, uns cinco minutos depois, você aproximou-se de mim e tocando meu rosto com as costas de suas lindas mãos, perguntou-me se eu estava bem.

Respondi que sim, mas evitei olhar-lhe nos olhos. Estava chateada e o que mais desejava era ir embora e me afastar de você… Por hora!!!

Você decidiu então pedir-me desculpas por ter me deixado sozinha por tanto tempo.

Respondi que tudo bem (afinal, você não era propriedade minha), mas disse-lhe que da próxima vez, a melhor opção seria ir sozinho, já que nunca estaria só, por viver rodeado de amigos.

Você respondeu que mesmo estando rodeado de pessoas, isto não significava que não se sentisse sozinho; e que o melhor de todas as coisas era poder ver no meio de tanta gente, um rosto familiar e receber um sorriso que lhe mostrava que você estava em casa.

As palavras dele passearam pelos meus pensamentos, mas ainda assim, não permiti que elas me levassem para nenhum lugar e procurei manter meus pés firmes ao chão.

Percebendo que as coisas não estavam correndo como deveriam, disse-me que me compensaria.

Rude, respondi que não seria necessário e aproveitando a deixa, pedi gentilmente que me levasse para casa.

Inocente que sou, acreditei que ouviria um “sim”, acompanhado de um “claro”. Mas devo ter-me esquecido que estava lidando com você, que respondeu: – Ainda não amanheceu. Pensei que talvez pudesse ter companhia para ver o nascer do sol.

Eu lhe respondi que tinha certeza de que teria.

Que jurava tê-lo visto ao que me parecia, em muito boa companhia.

Você riu e disse que da sua parte, aquilo não havia sido nada além de uma simples conversa e se a sua intenção fosse se divertir, não haveria motivos para pedir-me que o acompanha-se até ali.

Faltavam pouco mais de meia hora para o dia começar a clarear; e a previsão do tempo, havia prometido sol.

Ficamos calados por segundos que pareceram eternos, há ouvir algumas cigarras cantar.

Então você me olhou, sorriu e estendeu-me uma de suas mãos…

… Seu olhar me dizia “vamos lá”.

Um lado meu me disse: e por que não?!

Só se vive uma vez… E amanhã, pode ser que não haja sol.

Estendi lhe a minha mão, desisti de tentar lhe entender e parti para ver ao lado da pessoa que naquele momento arrancava sorrisos do meu coração, o maior espetáculo do mundo.

O sol… Você e eu!!!

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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