Zumba

Deus… Perdoem-me os adoradores e praticantes, mas fazer zumba para mim, provavelmente, tenha sido a mesma sensação que estar in the hell, seja ela qual for.

Contarei lhes o causo.

Dia desses fui conhecer um novo tipo de aula em uma academia, muito legal por sinal; era tipo um circuito, mas de nome incomum.

Até aí tudo bem.

Acontece que, quando acabou a tal aula, a professora me perguntou se eu não gostaria de experimentar uma aula de Zumba. Fiquei um pouco constrangida, não apresentei muito interesse, mas entre uma conversa e outra, aceitei.

Meu primeiro erro.

Entre pessoas que iam chegando e saindo, todos muito amistosos, eu que nunca havia pesquisado sobre a tal dança e imaginava tratar se de uma aula ao ritmo de músicas caribenhas ou algo parecido, fui surpreendida ao ser informada de tratar – se nada mais nada menos do que uma aula meio que de axé.

Hum???

Lembrei me do “É o Tchan”; Carla Perez, Compadre  Washington, boquinha da garrafa… Primeiras imagens que me vieram aos pensamentos.

Engoli a seco e ainda bem que as pessoas não me conheciam, pois normalmente sou de uma transparência descomunal e meu rosto deve ter expressado alguma coisa… Desconforto… Odeio desconfortos.

Contudo, já estava lá; havia sido apresentada à professora e minha participação na aula era dada como certa. Desistir, parecida algo deselegante. Assim sendo, mesmo a contragosto resolvi encarar.

Meu segundo erro.

Confesso… Não ouço rádios, não assisto vídeos clips, não  sei quase nada do que tem tocado por aí;  consequentemente isto os leva a crer que o máximo de músicas de modinha que conheço, são de carros com seus volumes autos.

Então, começou a aula e a tocar uma música que falava do sabonete, outra que falava do banho e uma terceira que falava de tirar a roupa, beija a minha  boca… Em seguida, começou aqueles passinhos marcados… Detestável.

Sério?!

Zumba é isso… Axé, o tal pop da Anita, o sertanejo universitário e o balançar de bunda?!

… Estava deslocada, perdida… Era a única que não estava se divertindo… Talvez por não ter visto nada de engraçado naquilo.

E eu, que sou péssima em danças deste tipo, me senti retardada, idiota e besta ao ficar tentando imitar os passos da professora… Parecia a brincadeira do mestre mandou.

Eu… Que o máximo de dança que sempre soube, foi balé… Dizia o professor que eu era tão boa no que fazia, que era a única aluna a participar da turma das meninas da minha idade e das meninas mais velhas que eu.

Eu… Me vi rebolando… Fazendo ondinhas com os braços… Vi-me sendo chacota da minha irmã que ri horrores todas as vezes que se lembra do fato.

Pois é…

Para quem gosta, é  um prato cheio… Gosto é gosto… Acho que devem seguir em frente. Exercitar-se é essencial e necessário.

Sinceramente, espero que não seja apenas mais uma modinha.

Particularmente, não gostei e acho que não me adaptaria… E não  tentaria novamente,  nem por um milhão (de qualquer coisa).

CintiaOlimpio

CintiaOlimpio

Eu sou uma misturinha de tudo...
Loucura, sensatez, bagunça e lucidez...
Tem um pouco de mim aqui... Outro tanto acolá e muito espalhado por aí.
Sou uma mistura de sol, vento, brisa e mar...
Vezes calmaria e outras ventania... Menina.
Apaixonada pelas palavras, pelos sorrisos alheios, por mãos e por costas... Por mentes brilhantes também.
Devoradora de livros e um tanto desequilibrada quando se trata de natureza, esportes radicais e liberdade.
Escolhi os números como profissão, mas tenho descoberto que posso ser bem mais do que isto... Posso me tornar o que eu quiser... E provavelmente, me tornarei um tanto de outras coisas!!!
CintiaOlimpio

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